Amar e ser amado, a grande lição que nem todos conseguem levar desta vida. Gente do coração duro não se permite ser flechado pelo mais complexo dos sentimentos. 

Amar é jogar-se sem ao menos vislumbrar o horizonte. É atirar-se de olhos vendados rumo ao desconhecido. É viver, aventurar-se em si e no outro ser amado. Sobre o amor existe ainda muito a ser contado, cada um de nós tem forma única e tempo singular para amar alguém. No fim das contas cada alguém é um além e cada amor um novo amar, não há repetições. Para alguns: flores. Para outros: dores. Para mim ambos, potencializados em ângulos infinitos. Para a maioria das pessoas o amor simboliza pés entrelaçados saltando em lençóis brancos aquecendo-se em uma manhã de chuva.

Tantas as representações para os numerosos corações que amam. 

Ser amado é uma beleza e embeleza também, liberta, alivia, dá tesão na vida. O difícil às vezes é conseguir amar de volta. O outro, que nos fez foco das idolatrias, pode não ser o nosso objeto de libido e é desta forma que nasce o tão temido desamor. Quanto a este é outra história, o desamor é a antítese da felicidade, é a ausência, o vazio, o nada. O desamor é retirar-se da vida e engessar-se.  

Sobre amores todo mundo tem história, histórias que nos atravessa e deixam marcas que merecem ser contadas. Anedotas de amores são cicatrizes de guerra, troféu de corações aposentados, feridas de corações recém-criados, mas relevantes o suficiente para expô-las no altar. Amores dos bons quem nunca os viveu? Desamores quem já os esqueceu? Eu os carrego sempre comigo, faço questão.


E apesar de todos os tombos que enfrentei e todas as flores que colhi, tenho pena mesmo daqueles que passaram em branco sem viver essa antítese, que não sentiram sangue correndo nas veias.